Porra para isto!
Merda de ansiedade.
Tenho tudo pronto e ainda faltam 4 dias.
Vendi o carro, comprei roupa que precisava para o frio, renovei o passaporte que estava caducado just in case, comprei mala de cabine no chinês, lavei e passei praticamente toda a roupa, tratei de todos os documentos que preciso para trabalhar na Bélgica (autorização para estrangeiros), tenho o security clearance do gabinete nacional de segurança, já falei várias vezes com o alemão que me garantiu que está à minha espera no dia 2 na casa, já tenho o bilhete de avião para Bruxelas e o bilhete de comboio para Mons, já falei várias vezes com os polacos e tenho os contactos a quem me apresentar no dia 4, tenho os formulários necessários para o in-processing no SHAPE, já falei com a Margarida, já pedi à minha advogada para informar o tribunal, já comecei a arrumar o quarto...
Nunca na minha vida estive tão pronto tanto tempo antes... é frustrante faltar tanto tempo ainda!
Tenho avião às 8h30 por isso tenho de estar no aeroporto às 6h30, no Porto, e deveria acertar as minhas horas de sono... mas não consigo.
Filmes e mais filmes descarregados dos torrents (já tenho mais de 250) e mais de 30 séries, cada qual com várias seasons.
E não consigo dormir... e penso em ir... e penso em ti! :(
Espero que quando lá chegar esteja demasiado ocupado para pensar e possa simplesmente viver e trabalhar.
Ahh que falta me faz trabalhar e ter horários e obrigações!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
...
Continuam os assuntos para tratar para poder rumar à Valónia.
Roupa, malas, seguros que tenho de contratar no âmbito do contrato, etc.
Tudo está a correr bem (knock on wood) até ao momento, e a ânsiedade aumenta.
Ainda faltam 6 dias... arrrggg.
Hoje disse à Margarida que ia para a Bélgica trabalhar.
Não disse assim, directamente.... expliquei devagar e em conversa, que tinha vindo para aqui por necessidade financeira e de não ter emprego, e que agora tinha arranjado um emprego só que era na Bélgica.
Notei um certo desapontamento disfarçado mas assegurei que viria muitas vezes a Portugal (pelo menos 1x por mês - dependeria da associação), para estar com ela e pareceu-me ter sido mais bem aceite.
Não lhe disse que não viria neste primeiros dois meses de certeza, pois só começo a receber após esse período, que já era demasiada informação para entender e processar.
Enfim, como já pouco conheço a minha filha nesta altura, tudo isto pode ter sido impressão minha e na verdade ela pode não ligar nenhuma nesta altura... veremos.
Seja como for, apenas tive sempre o cuidado de dizer que gostava muito dela, que ia para fora para poder ganhar dinheiro, e que continuaria sempre a telefonar-lhe e viria sempre que fosse preciso a Portugal para estar com ela.
Estranhamente, ou não, há um certo déjà vu nesta circunstância de sentir uma certa aceitação à minha pessoa, manifestada após saberem que vou para longe.
Se tivesse pouca segurança em mim, poderia interpretar como estando a ser rejeitado, que acham que, bom é eu estar longe, mas não é assim que interpreto, pelo contrário.
Também já pedi à minha advogada para informar o Tribunal da minha nova situação a partir de Janeiro.
2016 continua a matar os famosos com que a minha geração cresceu.
Bowie, Prince, Cohen, George Michael e agora até a Princesa Leya.
O facebook, como sempre, não se aguenta com toda a gente a lamentar-se destas mortes e, em mais casos do que seria de esperar até, a exagerar nos lamentos e na quase divinização destas figuras famosas.
Eu, talvez por lidar com a morte desde há muito tempo e em pessoas bem mais próximas, fico triste, claro, mas reconheço que a vida é mesmo assim, implacável, e tenho tendencia a distânciar-me destas lamúrias todas.
Desde que aqui estou (há 53 semanas), fiz exactamente 7 amigos o total, mas em especial foram 4.
São 4 amigos peludos, 3 deles muito efusivos nas manifestações quando me vêm e plenos de afectos seja a que hora for.
Vão fazer-me falta.
São: O Boris, a Lara, a Bruna e a Suzy.
Esta última dorme comigo desde que vim para aqui. :)
Ei-la à momentos, no seu lugar favorito... em cima da Box da TV.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Os últmos dias têm sido preenchidos.
Preenchidos de coisas para fazer e, como não podia deixar de ser, de recordações e aniversários de eventos marcantes.
Há 6 dias foi o tribunal.
Não fui e não me arrependo.
Uma vez mais, o tribunal demonstrou que não serve para nada no que diz respeito a Justiça.
Eu, que ando nisto desde 1 Agosto 2014, altura em que a mãe da minha filha resolveu unilateralmente que iria desrespeitar uma sentença do tribunal e impedir a minha filha de vir de férias comigo, já este ano decidi queixar-me ao tribunal por, uma vez mais, a mãe da minha filha desrespeitar uma sentença de regime de visitas provisório enquanto aguardo julgamento.
Colocado esse processo por incumprimento o tribunal decidiu não juntar ao processo principal mas abrir um novo processo com a letra D (sim já existem o A, B, C e agora o D).
Ora o processo D é, como explicava, sobre um incumprimento da mãe que me impediu de ver a minha filha no meu dia de aniversário.
E qual foi o resultado de eu me queixar ao tribunal que a outra parte não estava a cumprir uma sentença?
O resultado é que agora eu deixei de ter direito de ver a minha filha a cada 2 semanas, para o poder fazer somente 1 vez por mês, numa associação (Passo a Passo) designada pelo tribunal.
Se isto não é o cúmulo da injustiça e da fantochada, ainda para mais quando faz parte do processo uma promoção do ministério público de há cerca de 1 mês recomendando exactamente o oposto, isto é, que eu esteja com a minha filha todos os fins de semana.
E não contente o tribunal decidiu humilhar-me ainda mais:
decidiu que se eu quisesse poderia estar com a minha filha no dia 25 (Natal) e no dia 3 Jan (aniversário dela), das 12h às 15h, mas supervisionado por... o avô dela!
Aquele fdp que ajudou a destruir a minha vida!!!
E o desequilibrado sou eu!
Durante muito tempo achei que o problema era a parcialidade da Juíza em relação a mim, mas a Juíza que fez este foi outra.
Ou seja, parece que ninguém ligado ao tribunal e ao ministério público tem um mínimo de equilibrio e competência e apenas aje para se protejer e para ter o menor trabalho possivel.
Dizem que se eu tivesse uma advogada melhor este processo não duraria tanto tempo nem com estas decisões completamente descabidas mas, apesar de isso poder ser verdade, não muda a minha opinião que o problema é o tribunal (os Juizes e a forma do tribunal trabalhar).
Este é uma tribunal de família e não cível, e como tal a obrigação da Justiça, e o Juiz deveria garantir isso mesmo, é de proteger os interesses da criança e não andar aos caprichos de uma mãe que tenta a todo o custo retirar uma filha ao pai.
E não, não sou o Bruno de Carvalho a reclamar de ser prejudicado por um árbitro.
Sim indigno-me, mas pela minha filha, que foi manipulada pela mãe numa alienação parental sem limites, que apesar de ter nascido na Europa no sec. XXI tem a infância estragada por viver numa fantochada de País.
Há 3 dias, fez um ano que atirei a toalha ao chão depois de a mulher que amo me rejeitar reiteradamente e de me massacrar os meus sentimentos.
A situação foi tão extrema que vim parar onde me encontro agora, fez anteontem 1 ano, a tentar me reencontrar e reerguer enquanto ao mesmo tempo vivo num perfeito inferno.
Daqui a 2 dias, na véspera da noite de Natal, faz 1 ano que a minha mãe morreu após quase 6 meses em que esteve completamente paralisada, mexendo nada mais que os olhos e emitindo alguns sons (gritos) no seu desespero de comunicar.
Daqui a 11 dias, no dia 2 Janeiro 2017, irei viajar para a Bélgica e viver.
Faz muito frio para onde vou (máximas de 3/4 graus), mas terá de ser nesse frio que terá de nascer o meu novo eu.

Soon there will be Snow in Wallonia
Preenchidos de coisas para fazer e, como não podia deixar de ser, de recordações e aniversários de eventos marcantes.
Há 6 dias foi o tribunal.
Não fui e não me arrependo.
Uma vez mais, o tribunal demonstrou que não serve para nada no que diz respeito a Justiça.
Eu, que ando nisto desde 1 Agosto 2014, altura em que a mãe da minha filha resolveu unilateralmente que iria desrespeitar uma sentença do tribunal e impedir a minha filha de vir de férias comigo, já este ano decidi queixar-me ao tribunal por, uma vez mais, a mãe da minha filha desrespeitar uma sentença de regime de visitas provisório enquanto aguardo julgamento.
Colocado esse processo por incumprimento o tribunal decidiu não juntar ao processo principal mas abrir um novo processo com a letra D (sim já existem o A, B, C e agora o D).
Ora o processo D é, como explicava, sobre um incumprimento da mãe que me impediu de ver a minha filha no meu dia de aniversário.
E qual foi o resultado de eu me queixar ao tribunal que a outra parte não estava a cumprir uma sentença?
O resultado é que agora eu deixei de ter direito de ver a minha filha a cada 2 semanas, para o poder fazer somente 1 vez por mês, numa associação (Passo a Passo) designada pelo tribunal.
Se isto não é o cúmulo da injustiça e da fantochada, ainda para mais quando faz parte do processo uma promoção do ministério público de há cerca de 1 mês recomendando exactamente o oposto, isto é, que eu esteja com a minha filha todos os fins de semana.
E não contente o tribunal decidiu humilhar-me ainda mais:
decidiu que se eu quisesse poderia estar com a minha filha no dia 25 (Natal) e no dia 3 Jan (aniversário dela), das 12h às 15h, mas supervisionado por... o avô dela!
Aquele fdp que ajudou a destruir a minha vida!!!
E o desequilibrado sou eu!
Durante muito tempo achei que o problema era a parcialidade da Juíza em relação a mim, mas a Juíza que fez este foi outra.
Ou seja, parece que ninguém ligado ao tribunal e ao ministério público tem um mínimo de equilibrio e competência e apenas aje para se protejer e para ter o menor trabalho possivel.
Dizem que se eu tivesse uma advogada melhor este processo não duraria tanto tempo nem com estas decisões completamente descabidas mas, apesar de isso poder ser verdade, não muda a minha opinião que o problema é o tribunal (os Juizes e a forma do tribunal trabalhar).
Este é uma tribunal de família e não cível, e como tal a obrigação da Justiça, e o Juiz deveria garantir isso mesmo, é de proteger os interesses da criança e não andar aos caprichos de uma mãe que tenta a todo o custo retirar uma filha ao pai.
E não, não sou o Bruno de Carvalho a reclamar de ser prejudicado por um árbitro.
Sim indigno-me, mas pela minha filha, que foi manipulada pela mãe numa alienação parental sem limites, que apesar de ter nascido na Europa no sec. XXI tem a infância estragada por viver numa fantochada de País.
Há 3 dias, fez um ano que atirei a toalha ao chão depois de a mulher que amo me rejeitar reiteradamente e de me massacrar os meus sentimentos.
A situação foi tão extrema que vim parar onde me encontro agora, fez anteontem 1 ano, a tentar me reencontrar e reerguer enquanto ao mesmo tempo vivo num perfeito inferno.
Daqui a 2 dias, na véspera da noite de Natal, faz 1 ano que a minha mãe morreu após quase 6 meses em que esteve completamente paralisada, mexendo nada mais que os olhos e emitindo alguns sons (gritos) no seu desespero de comunicar.
Daqui a 11 dias, no dia 2 Janeiro 2017, irei viajar para a Bélgica e viver.
Faz muito frio para onde vou (máximas de 3/4 graus), mas terá de ser nesse frio que terá de nascer o meu novo eu.

Soon there will be Snow in Wallonia
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